Bitcoin a US$ 72 mil: Como a queda no Core CPI impulsiona as criptos

Inflação básica nos EUA vem abaixo do esperado e Bitcoin reage com alta, superando os US$ 72.400. Entenda como proteger seu capital agora.

Por Redação, FAM FINANÇAS | PORTAL DE FINANÇAS, CARTÕES E INVESTIMENTOS.

Atualizado há 1 mês(es)
Uma moeda dourada de Bitcoin em destaque sobre um painel digital de mercado financeiro com gráficos de velas verdes ascendentes em um fundo escuro e moderno.
Bitcoin em Alta e Inflação Core CPI - FAM Finanças
Imagem: CoinDesk

O rali do Bitcoin e a surpresa positiva do Core CPI

O mercado de criptoativos demonstrou resiliência e força na manhã desta sexta-feira após a divulgação dos dados de inflação nos Estados Unidos. Enquanto o índice cheio mostrou aceleração, o chamado Core CPI (núcleo da inflação), que exclui itens voláteis como alimentos e energia, trouxe um alívio inesperado para os investidores. O Bitcoin (BTC), que operava lateralizado na casa dos US$ 72.000, saltou rapidamente para US$ 72.400 logo após o relatório do Bureau of Labor Statistics.

Este movimento reforça a tese de que o mercado de ativos digitais continua extremamente sensível à política monetária do Federal Reserve (Fed). Embora o CPI dos EUA tenha subido 0,9% no índice geral, impulsionado pelos custos de energia, o núcleo de 0,2% sinaliza que a inflação estrutural pode estar mais controlada do que o temido anteriormente.

Dessecando os números da inflação em Março

Para o investidor que busca rentabilidade, entender a diferença entre o índice cheio e o núcleo é fundamental. O aumento de 0,9% no índice geral foi amplamente atribuído ao cenário de geopolítica e o petróleo em alta, reflexo direto dos conflitos no Oriente Médio envolvendo o Irã. No entanto, o mercado financeiro costuma dar mais peso ao Core CPI para prever os próximos passos do Banco Central americano.

  • CPI Geral Mensal: 0,9% (em linha com as previsões).
  • Core CPI Mensal: 0,2% (abaixo da previsão de 0,3%).
  • Core CPI Anual: 2,6% (abaixo da expectativa de 2,7%).
  • Bitcoin: Valorização imediata para o patamar de US$ 72.400.
  • Nasdaq 100: Alta de 0,3% nos contratos futuros.

O impacto no Federal Reserve e nas taxas de juros

Antes da divulgação desses dados, o sentimento do mercado havia mudado drasticamente. O que antes era uma expectativa de cortes de juros em 2026 transformou-se em um temor de novas altas. Contudo, com o núcleo da inflação vindo abaixo do esperado, as apostas se estabilizaram. Segundo o CME FedWatch, há agora uma probabilidade de quase 99% de que o Fed mantenha as taxas inalteradas na reunião de abril, e 97% de manutenção em junho.

Essa estabilidade é vista como positiva para ativos de risco. Se a inflação não está saindo do controle no seu núcleo, o Fed não tem pressa em apertar ainda mais a economia, o que permite que o Bitcoin e as ações de tecnologia continuem sua trajetória de recuperação. É um cenário de 'pouso suave' que o mercado tanto almeja, equilibrando o crescimento com o controle de preços.

A Visão do Especialista

A reação do Bitcoin aos dados do Core CPI de março revela uma maturidade crescente do ativo como um termômetro macroeconômico. Embora a inflação cheia assuste pelo peso dos combustíveis, o investidor institucional olha para o núcleo. O fato de o Core CPI ter vindo abaixo das projeções (0,2% contra 0,3%) é o 'combustível' que o mercado de cripto precisava para romper resistências psicológicas. No entanto, é preciso cautela: a dependência do cenário geopolítico no Irã mantém o petróleo como uma variável de risco que pode contaminar outros setores. Para quem investe, o momento é de observar se o suporte de US$ 72.000 se manterá sólido, transformando-se em um novo piso para buscar as máximas históricas. O Bitcoin hoje não é apenas uma reserva de valor, mas um hedge direto contra a incerteza da moeda fiduciária em tempos de transição monetária global.

Fonte: CoinDesk

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